Segunda-feira, Junho 06, 2005

Futuro do jornalismo

A edição número 22 da revista “Jornalismo e Jornalistas”, editada pelo Clube de Jornalistas, tem uma crónica de J. M. Nobre-Correia, professor na Universidade de Bruxelas (ULB) e coordenador do serviço Média e Jornalismo do Departement des Sciences de L´Information et de la Communication da ULB. Desempenha ainda o cargo de director do Observatoire des Médias en Europe da ULB.
Este artigo aborda a questão das mudanças na prática jornalística. Considerei pertinente expor este artigo no meu último artigo neste blog da aula de jornalismo, devido às mudanças que este sector tem vindo a sofrer ao longo dos últimos anos.
Nobre-Correia começa por contextualizar a emergência do jornalismo, alegando que desde sempre houve uma relação deste com o poder, a política, com os meios económicos e financeiros. Daí afirma “a idade de ouro do jornalismo nunca existiu.”
Desde a Primeira Guerra Mundial verifica-se um progresso na imprensa, mas também foi notória uma concorrência desenfreada para conseguir atingir um público cada vez mais vasto “o que levou a um favorecimento do acontecimento em detrimento do curso das coisas.”
O aparecimento da rádio e da televisão em meados do século XX possibilitou aos cidadãos “confrontar a informação que lhes era proposta”. Por outro lado, a publicidade mudou a autonomia que a imprensa, rádio e televisão tinham em relação aos poderes.
No período entre as duas guerras, a publicidade foi fulcral na gestão das empresas de imprensa.
Hoje em dia, os jornais têm uma forte dependência da publicidade (cerca de 60 % a 70% das receitas). Isto levou a “uma pressão cada vez maior por parte dos anunciantes sobre o conteúdo dos media”, intervindo no estabelecimento da «agenda» e hierarquização da informação.
Além disto, cada vez mais a actualidade é fruto de um “trabalho metódico de serviços de imprensa, de direcções de comunicação e de agências de promoção de eventos, agindo em nome de empresas, instituições e associações”. O resultado é a perda por parte das equipas de redacção, de iniciativa na recolha dos factos e opiniões.
Nobre-Correia refere também a lógica de concorrência feroz na Europa, nomeadamente a proliferação de dezenas de estações, provocando uma anarquia nos princípios da prática informativa. O «interesse humano» derrotou a razão e fez com que os jornais preferissem uma componente lúdica na transmissão de informação.
Em relação ao desenvolvimento das tecnologias de telecomunicações, o autor destaca a possibilidade de a actualidade “poder ser tratada em tempo real”, ficando o jornalista com menos tempo para o trabalho de recolha, verificação e interpretação da informação.
Quanto à Internet, esta possibilita a qualquer indivíduo a recepção e emissão de informações, opiniões e análises.
Nobre-Correia é peremptório, “ os media e os editores «tradicionais», como os jornalistas «clássicos», perderam assim o «monopólio» secular da função de informar. O professor realça a importância dos anunciantes na economia global dos media e a incontornável questão da ética jornalística.
No entanto, apesar de este cenário pouco promissor para o futuro, persiste a crença na existência de “públicos dispostos a pagar por uma informação de qualidade concebida segundo critérios clássicos, devidamente actualizados, adoptados às necessidades actuais dos cidadãos e da sociedade contemporânea”.
Estamos numa sociedade dual, por um lado, a maioria da população terá acesso aos media gratuitos onde predomina a emoção e o divertimento, por outro a minoria que procurará informação de qualidade.
Assistiremos ao regresso do rumor, da propaganda e da publicidade. É por isso, fundamental a análise do modo de procura e produção de informação.


Fonte: www.clubedejornalistas.pt

Domingo, Junho 05, 2005

Filme Iraniano o melhor no Festróia



“Sempre se pode voar” de Bahman Ghobadi, ganhou um golfinho de ouro na categoria de melhor filme no 21º Festróia - Festival Internacional de Cinema de Setúbal. O Curdistão, terra natal do realizador, serve de palco a uma história trágica desenrolada na véspera da invasão Norte-Americana do Iraque.
Durante 10 dias, com início no passado dia 28 de Maio, passaram pelo Festróia 140 filmes de todos os géneros, ficção ou documental, em grande parte inéditos e que não voltarão a ser exibidos em Portugal. A diversidade do programa cinematográfico abriu portas, sem restrições, a jovens realizadores de todo mundo, que apresentaram em Setúbal as primeiras obras. Além disso, o Festróia foi também anfitrião das grandes revelações do cinema, apresentando os “Shooting Stars” europeus.
Hoje, no último dia do festival, prolongam-se os eventos até às 21.30, dividindo-se a programação pelo fórum Luísa Todi e pelo auditório municipal Charlot.
Fontes:

Sábado, Junho 04, 2005

Aula de yoga para estudantes


Realizar-se-á hoje, no Porto, entre as 10h e as 12h, uma aula de yoga gratuita organizada pela Associação Lusa de Yoga. A aula terá lugar no campo de futebol do Centro Desportivo Universitário do Porto e destina-se a todos os alunos com mais de 12 anos, especialmente para aqueles que se encontram em época de exames.
Será um grupo de jovens da Associação que orientará a aula num palco próprio e ao som de música adequada. Da sessão farão parte exercícios físicos e respiratórios, técnicas de relaxamento e de concentração. De acordo com Catarina Ferreira, delegada regional da Associação, estas são "pequenas técnicas que ajudam a controlar certos bloqueios e a ansiedade na hora do exame". A responsável acrescentou que "o objectivo é que todos os alunos possam usufruir dos benefícios da prática do yoga e, assim, consigam superar a difícil época de exames que se aproxima" sublinhando ainda resultados positivos na redução do stress e da ansiedade.

Fonte: Público
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Serralves em Festa!


A Fundação de Serralves deu hoje início à 2ª edição do "Serralves em Festa!". O evento, de acesso gratuito, começou às 8h e tem término previsto para amanhã por volta das 24h. Assim, a Fundação será palco de mais de 40 horas de música, dança, cinema, teatro, exposições, debates, actividades.
Segundo João Fernandes, director do Museu de Serralves, a organização está consciente "da necessidade de atrair todos os públicos, dos mais aos menos especializados" e que, mesmo assim, a "diversidade não compromete a identidade". Daí os diferentes géneros e registos da programação. O acontecimento tem também as famílias como público-alvo. Gomes Pinho, presidente da Fundação de Serralves, acrescenta que querem "mostrar que a arte não é uma coisa elitista, mas sim transversal e acessível a todas as famílias". E, no site oficial, pode ler-se: "O Serralves em Festa é a festa de todas as famílias e da família toda".
O presidente sublinha ainda que é a "necessidade de promover iniciativas que ultrapassem as barreiras" da Fundação que dá o mote para o evento. Durante estes dois dias são abordadas "criações culturais" que têm pouco impacto na instituição durante o ano.

Fontes: Público JN
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Sexta-feira, Junho 03, 2005

Condecorados para o 10 de Junho

José Mourinho, Catarina Furtado, Nicolau Breyner, Marcelo Rebelo de Sousa e Pacheco Pereira são algumas das personalidades que irão ser condecoradas pelo Presidente da Républica, Jorge Sampaio, nas cerimónias do 10 de Junho, que este ano decorrem em Guimarães.
Entre as 59 individualidades e instituições agraciadas nas mais diversas áreas constam ainda os nomes dos ex-ministros socialistas Elisa Ferreira e José Vera Jardim, bem como de dois antigos ministros sociais-democratas, Armando Sevinate Pinto e Leonor Beleza, todos condecorados com a Ordem de Cristo.
José Pacheco Pereira, ex-eurodeputado do PSD e Helena Roseta, antiga deputada do PS são, entre outros, os agraciados com a Ordem da Liberdade.
Marcelo Rebelo de Sousa, o maestro António Vitorino de Almeida, o cineasta Joaquim Leitão, o treinador de futebol José Mourinho, o advogado e ex-bastonário da Ordem dos Advogados José Miguel Júdice e Abdool Vakil, presidente da comunidade islâmica e banqueiro recebem, por seu turno, a Ordem do Infante Dom Henrique.
A apresentadora de televisão Catarina Furtado, a jornalista Fátima Campos Ferreira, o empresário João Lagos, o cantor Luís Represas e o actor Nicolau Breyner, receberão por sua vez a Ordem de Mérito.
Estas cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades serão as últimas de Jorge Sampaio enquanto Presidente da Républica, dado que o seu mandato termina no ínicio do próximo ano.


Fonte: www.lusa.pt